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Mais de 110 pessoas, entre executivos, formadores de opinião, analistas de mercado e jornalistas estiveram presentes no US-Brazil IT-BPO Summit, que aconteceu no último dia 10, em Nova Iorque. Promovido pela Brasscom, com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e organização da Câmara de Comércio Brasileira-Americana de Nova York (Brazilcham), o evento tratou das oportunidades e dos diferenciais do mercado brasileiro de tecnologia da informação e comunicação, evidenciando a boa relação do Brasil com os Estados Unidos e as vantagens de negócios entre os dois países.
Com um formato dinâmico, composto por apresentações individuais, um grande painel de discussão e a apresentação de três casos de sucesso de companhias americanas que expandiram suas operações para o Brasil, o público esteve envolvido em grandes debates e pode conhecer, de fato, os diferenciais do Brasil e a situação econômica em que o país vive atualmente. ?O Brasil tem sido resiliente em face da desaceleração global. O Banco Central facilitou a política monetária e o governo tem apostado em incentivos fiscais para ajudar no crescimento. Para 2010, a expectativa para o PIB é consideravelmente mais elevada, com um crescimento esperado de 3,8%?, disse Douglas Smith, Economista Chefe do Standard Chartered Bank.
Entretanto, não é só a economia brasileira que dá ares de bom desempenho. O setor de TIC aparece mais forte do que nunca e demonstra sinais claros de que está pronto para competir no mercado global. ?O mercado de TIC no Brasil movimentou US$ 140 bilhões em 2008, representando 7% do PIB nacional. O setor de TI-BPO, incluindo IT in house movimentou US$ 60 bilhões, dos quais US$ 2,2 bilhões foram em exportações. O objetivo da Brasscom é fazer com que as exportações alcancem os US$3,5 bilhões em 2010, chegando aos US$ 5 bilhões até 2012?, disse Antonio Gil, presidente da Brasscom.
Segundo John McCarthy, Vice Presidente e principal analista da Forrester Research, o potencial do Brasil está cada vez mais evidente, mas se o país realmente pretende se posicionar como um dos três players globais em TI é preciso orientar suas estratégias. ?Custo não é o apelo do Brasil, e sim o negócio e o domínio de competências técnicas, bem como a compatibilidade cultural e estabilidade geo-política. É nisso que o país deve apostar?, disse.
O tamanho das empresas brasileiras e o processo de internacionalização delas, também foi tema das discussões. Embora o mercado brasileiro de TI seja um dos mais maduros do mundo, de acordo com David Tapper, Vice Presidente de Outsourcing e Serviços de Offshore do IDC, as empresas brasileiras precisam ser mais agressivas quando competem com as indianas. ?Eu adoraria ir para Bangalore e ver uma empresa latino-americana lá. Isso é o que realmente chamaria a atenção das pessoas?, afirmou.
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