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Outsourcing: empresas querem mais do que baixo custo


De acordo com estudo da Forrester, boa parte das organizações que contratam provedores indianos querem migrar para fornecedores mais qualificados.

Fonte: IDG News Service / ComputerWorld

15 de junho de 2010

A Índia ganhou notoriedade como um dos principais centros de serviços terceirizados do mundo graças, principalmente, à oferta de soluções de baixo custo. Mas, de acordo com o instituto de pesquisas Forrester Research, os fornecedores que quiserem se destacar nesse mercado terão de oferecer muito mais do que valores atrativos.

Segundo o estudo, que ouviu empresas que contratam serviços de outsourcing na Índia - e, somadas, respondem por mais de 50% das receitas das cinco maiores companhias do setor naquele país -, boa parte delas planeja migrar para um provedor mais qualificado. Entre os requisitos buscados, as organizações citam que pretendem contratar fornecedores que ofereçam melhores processos e ferramentas que garantam uma análise de negócios.

O estudo da Forrester confirma as projeções da Brasscom (Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação) de que devem aumentar as oportunidades de negócios para provedores brasileiros de serviços terceirizados. De acordo com a entidade, o País se destaca hoje nas questões de conhecimento e na possibilidade de retorno para os clientes.

Isso não significa, no entanto, que as indianas não se movimentem para manter espaço. Segundo o analista sênior do Forrester Sudin Apte, as maiores empresas da Índia já iniciaram investimentos pesados em pesquisa e desenvolvimento e novos modelos de oferta.

O analista destaca também que quesitos como proximidade do cliente e capacidade de realizar entregas em vários locais do mundo também já estão sendo atendidas pelas indianas. A Wipro, por exemplo, acaba de abrir um novo centro de desenvolvimento em Atlanta (EUA), enquanto a TCS estreitou relações com a The Dow Chemical Company, um de seus principais clientes, abrindo uma operação em Michigan, também nos Estados Unidos.



 
    Opinião:
 

“ As oportunidades nos próximos anos são inúmeras e por diversas razões o Brasil tem todas as condições de se tornar um competidor estratégico.”

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