Ano II - Edição 15 2010
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Acima do passo da economia

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A prova do fuso horário

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04 Conferência debate a “Nuvem”
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Acima do passo da economia

Há alguns anos o setor brasileiro de tecnologia da informação tem se destacado no cenário internacional. Apesar dos excelentes resultados divulgados pela Índia – e reconhecidos mundialmente, o mercado global é enorme e, com certeza, tem um lugar especialmente reservado para o Brasil, que já mostrou ter potencial e qualidade para ocupá-lo. Apesar da retração da economia nacional, em 2009, a indústria brasileira de TI se manteve próspera e cresceu 7,8% (software, hardware e serviços) em relação a 2008. Para 2010, os números são ainda mais animadores e, segundo o IDC Brasil, as projeções apontam para uma expansão de aproximadamente 15%, na comparação com o ano passado.

As empresas nacionais e as multinacionais com operações no país estão ansiosas para ocupar uma posição ainda mais estratégica no cenário internacional. O mercado está aquecido, o setor está empregando, as empresas estão se dedicando e investindo em programas de capacitação, treinamento e qualificação profissional. Cada vez mais empresas de capital internacional têm olhado para o Brasil e as brasileiras também têm caminhado rumo a novos mercados. As exportações de TI deram um salto nos últimos anos e passaram de US$ 2,2 bilhões em 2008, para R$ 3 bilhões em 2009. A expectativa para 2010 é de que a meta da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) seja alcançada e o setor chegue aos US$ 3,5 bilhões em exportações.

De uma maneira geral, a iniciativa privada tem cumprido o seu papel. O que falta para o Brasil ser mundialmente reconhecido como um player estratégico em Tecnologia da Informação, no entanto, é uma participação mais ativa do governo. Um novo modelo tributário, que evite a formação de riscos trabalhistas; que altere o atual formato de contribuição em folha, para faturamento – reduzindo os encargos excessivos; e que institua um modelo eficiente de qualificação e formação de recursos humanos, com capacitação em língua estrangeira, especialmente, em inglês. A indústria tem crescido a um ritmo jamais visto antes, mas precisa de incentivos para não se perder pelo caminho.

Com um setor mais bem regulado – principalmente nas questões de encargos sobre o trabalhador –, os custos dos serviços diminuiriam, a indústria seria mais competitiva e os números relativos ao crescimento seriam ainda mais surpreendentes. Cabe ao governo permitir, entretanto, que o mercado brasileiro de tecnologia da informação decole efetivamente e se transforme, de uma vez por todas, em um dos três centros estratégicos de TI no mundo. Com as mudanças, obviamente, o setor de TI ganharia muito, mas o país também teria muito a comemorar. O Brasil vive um momento único na esfera global e, por isso, deve reconhecer o quanto antes a importância dessa indústria para o desenvolvimento de sua população e, mais do que isso, para o desempenho de sua economia.

O que pedimos, portanto, não é incentivo fiscal, mas sim uma melhor regulação desse setor, que hoje representa 3% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e emprega mais de 1,7 milhão de pessoas. Temos clara convicção de que com a adoção de um novo modelo de encargos sobre o trabalho, as empresas do setor serão fortalecidas; os profissionais terão maior segurança contratual e o próprio governo poderá ampliar a base da arrecadação, sem perder receitas que financiam a Seguridade Social.


Antonio Gil

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A prova do fuso horário

O Brasil, claramente, se beneficia de sua posição geográfica para atrair desenvolvimento de software e serviços de TI. Esta foi a síntese de um estudo inédito no País feito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). Intitulado “O fuso-horário realmente importa para o Brasil? – Um Estudo sobre a indústria brasileira de TI” (Em inglês: Does Time Zone Proximity Matter for Brazil? A Study of the Brazilian I.T. Industry) o estudo foi realizado em parceria com o professor Erran Carmel – especialista em globalização de TI, da American University. “Quase 100% dos clientes de Tecnologia da Informação do Brasil possuem sobreposição de fuso horário com seu país de origem e isso é uma conveniência para ambos os lados”, afirma Rafael Prikladnicki, Coordenador de Gestão de Projetos da Agência de Gestão Tecnológica (AGN) e professor da Faculdade de Informática (FACIN) da PUCRS.

Segundo Prikladnicki, esta sobreposição facilita uma comunicação síncrona e ajuda a criar relações mais próximas entre os brasileiros e seus clientes estrangeiros. “Na relação entre os Estados Unidos e países da Ásia, por exemplo, a simples atividade de marcar uma reunião pode se tornar onerosa e pode, rapidamente, se transformar em atrasos devido à comunicação inconstante”, diz.

Segundo o estudo, 38% das empresas brasileiras utilizam a proximidade de fuso-horário como uma vantagem no seu material de divulgação. “O mercado indiano de TI tem se posicionado como um país ideal em termos de fuso horário, na base da idéia de que “nós trabalhamos enquanto você está dormindo”. Já a indústria brasileira de TI, para se diferenciar da Índia, passou a focalizar a seguinte idéia: “somos acessíveis e mais fáceis para trabalhar, pois trabalhamos enquanto você trabalha”, resume Prikladnicki.

O relatório completo do estudo pode ser encontrado no link: http://ssrn.com/abstract=1647305


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Brasscom goes global

A Brasscom passou a ocupar, desde o mês de julho, a vice-presidência da Associação Internacional de Profissionais de Outsourcing (em inglês, IAOP - International Association of Outsourcing Professionals). Representada por Sergio Pessoa, diretor de marketing nos Estados Unidos, a Brasscom liderará as discussões relacionadas ao mercado latino-americano de TI. “Iniciamos a nossa aproximação no início deste ano e agora conseguimos mais um progresso em nossas relações. O posicionamento da Brasscom junto à IAOP dará enorme visibilidade e trará inúmeros benefícios à indústria brasileira de TI”, diz Pessoa.

Com mais de 110 mil membros e afiliados no mundo, a IAOP é uma entidade norte-americana, líder na transformação de empresas e negócios por meio do outsourcing, offshoring e shared services. Para estruturar suas ações de forma homogênea, a instituição tem criado Conselhos Consultivos Regionais (Regional Advisory Boards, em inglês), com o objetivo de garantir um pensamento global, liderança e tomada de decisões a favor de seus membros em todas as regiões do Globo. “O Conselho Consultivo Latino-Americano é o mais novo da IAOP e deve gerar bons resultados em breve”, afirma Pessoa.

Dentre as principais atribuições da Brasscom, estão: usar a IAOP como plataforma para aumentar a visibilidade da América Latina como destino de terceirização; criar programas como um quadro de excelência na prestação de serviços; trabalhar diretamente com os clientes para ajudá-los a melhor posicionarem o outsourcing como uma ferramenta estratégica de negócios, além de estruturar e agregar valor a relações de longo prazo.

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Conferência debate a “Nuvem”

Que vantagens e diferenciais possibilitam a virtualização e a computação em nuvem? Para discutir este tema, será realizada em São Paulo, nos dias 18 e 19 de agosto, a primeira Conferência sobre Virtualização e Cloud Computing. O é organizado pela Informa Group e conta com o apoio da Brasscom. Reunirá grandes empresas dos setores de serviços, indústria, educação, varejo, finanças e transportes aéreos. Ao todo, nove cases de sucesso serão apresentados no evento, retratando as experiências de empresas como Ambev, Lojas Renner, Azul Linhas Aéreas e Grupo Accor. “Essa é uma boa oportunidade para que empresas ainda receosas entendam as ferramentas e tenham conhecimento dos benefícios que elas trazem ao negócio”, diz Nelson Wortsman, diretor de Convergência Digital e Infraestrutura da Brasscom.

Um dos casos em análise será o da metalúrgica Iesa, que adotou um sistema de segurança da informação com soluções hospedadas em cloud computing. A tecnologia foi implementada pela Microsoft, cujo gerente de produto Windows Server & Virtualização, Danilo Bordini, que explicará como a metalúrgica enfrentou, com sucesso, os principais desafios da virtualização. Os painéis terão, assim, um sentido prático na análise das vantagens econômicas proporcionadas pela adoção da computação em nuvem, detendo-se sobre a compreensão dos desafios de segurança, privacidade e adequação regulatória.

Para mais informações acesse: www.informagroup.com.br/cloud

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R$ 12,5 milhões para a pesquisa em TI

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) publicou, no mês passado, dois editais que, juntos, destinarão R$ 12,5 milhões às áreas de Residência em Software e Extensão Inovadora em Tecnologia da Informação. A iniciativa faz parte dos esforços da entidade para fomentar programas de especialização tecnológica e expandir o conhecimento aplicado à cadeia produtiva de TI. “O investimento, sem dúvida, contribuirá para aumentar o número de interessados pela área com sólida formação científica”, diz Sergio Sgobbi, diretor de Educação e Recursos Humanos da Brasscom.

O primeiro edital (06/2010) oferta R$ 2,5 milhões, divididos em R$ 1,3 milhão para programas de residência em software e R$ 1,2 milhão para extensão inovadora em TI. Beneficiará projetos que incentivam a consolidação de programas de especialização tecnológica e a expansão do conhecimento por meio da promoção e execução de cursos de extensão de TI. O objetivo é fomentar atividades de prospecção de demanda e promover a qualificação de recursos humanos em áreas de interesse do mercado.

Já o segundo edital (09/2010) dispõe de R$ 10 milhões em investimentos e apoiará projetos de grupos ou núcleos de pesquisa em TI que tratam de grandes desafios de pesquisa em computação. Os projetos podem vir tanto de grupos já consolidados como de grupos emergentes., definidos a partir de temas propostos pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC), a exemplo de gestão da informação em grandes volumes de dados multimídia distribuídos; modelagem computacional de sistemas complexos artificiais, naturais e sócio-culturais e da interação homem-natureza; impactos para a área da computação da transição do silício para novas tecnologias.

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